A estudo TV & Media - produzido pelo ConsumerLab, área da Ericsson que estuda o comportamento do usuário - aponta que o streaming de vídeo está quase no mesmo patamar que a maneira tradicional de assistir TV (75% de usuários assistem a conteúdo programado por eles, várias vezes por semana) em comparação aos 77% que assistem a programas de televisão com grade fixa no mesmo período.

Os resultados, consolidados a partir de entrevistas com mais de 23 mil pessoas em 23 países, entre eles Brasil, México e Chile, mostra uma mudança no comportamento do usuário que continua a motivar inovações nas indústrias de TV e mídia. Estas mudanças devem levar a um distanciamento de formatos antigos e modelos de negócio, além de a uma era de entretenimento de alta qualidade on-demand.

O estudo também demonstra que quase um em cada cinco usuários (19%) está preparado para pagar pela possibilidade de acessar seu conteúdo preferido de qualquer dispositivo - um aumento de 25% em dois anos. No Brasil, 48% dos entrevistados pagariam por um serviço de TV personalizado, que recomendam canais e serviços baseados nos hábitos de consumo do usuário.

Mobilidade

O crescimento na quantidade de tempo gasto assistindo a um conteúdo em smartphones e tablets pode ser visto com base nos dados locais: os entrevistados brasileiros assistem 1h46 a mais de conteúdo em vídeo em smartphones do que assistiam em 2012.

No Brasil, 40% dos entrevistados assistem diariamente, em seus smartphones, vídeos produzidos por outros usuários – dado que marca a tendência da busca do usuário por criar o próprio conteúdo.

Repositórios

Um dado interessante é que a transmissão tradicional e os canais pagos são vistos por muitos como repositórios de conteúdo, de onde os usuários selecionam peças individuais de conteúdo para assistir mais tarde, usando seu gravador de vídeo digital (DVR).

A funcionalidade do DVR também tem ajudado a continuar a tendência de binge viewing, termo que em inglês designa o comportamento viciante de assistir a séries de uma vez só.

Muitos espectadores migraram para assinaturas de serviços de vídeo on-demand (S-VOD), como Netflix e Hulu, e 48% afirma que gostaria que todos os episódios de seriados fossem lançados juntos e em um formato que permite escolher quando assisti-los.

Custo

Ainda que 41% dos usuários tenham expressado o desejo de poder assistir aos seus programas favoritos em qualquer lugar, surgem duas grandes barreiras para isso: o custo do tráfego de dados e o custo do conteúdo.

A pesquisa aponta que muitos não estão preparados para comprometer a qualidade de visualização, com 43% afirmando que Ultra High Definition (UHD) é importante para eles. No Brasil, 68% dos usuários busca uma melhor qualidade de vídeo.

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