Depois de anos, a TV Paga finalmente chegou a marca dos 20 milhões lares brasileiros. Embora paguem mensalidades que variam de R$ 50 a R$ 300, quase seis em cada dez, ou seja, 60% desses assinantes continuam assistindo somente canais abertos (e gratuitos).

Esses números obtidos pelo UOL se referem a todo ano de 2014 e início de 2015, e fazem parte da pesquisa apenas a audiência mensurada pelo Instituto Ibope em lares que têm TV paga.

Os 20 milhões de pontos domiciliares que tem TV por assinatura equivalem a um universo de mais de 60 milhões de brasileiros.

Essas pessoas pagam para desfrutar de dezenas de canais jornalísticos, esportivos, culturais, científicos, de humor, música, comportamento, entre tantos outros. No entanto, o hábito faz com que a grande maioria continue sintonizando apenas em canais abertos como Globo, SBT, Record, Band e RedeTV!

Uma das teses para esse comportamento, além do hábito em si, é que muita gente, em vários pontos do país, ainda recebe um  sinal de TV (imagem e som) de baixa qualidade.

Ao fazer a assinatura de um pacote de TV paga, seja por cabo, fibra ou satélite, o sinal passa ser digital, e, claro, melhora muito.

Isso explica porque em várias regiões do país, especialmente a Norte e Centro-Oeste, cresce cada vez mais o consumo de TV por satélite.

Agora, cabe questionar se um fenômeno, que já ocorreu no passado em países como os EUA, possa se repetir no Brasil. Nos Estados Unidos, anos atrás, quando a TV digital passou a ser a regra, muitos assinantes abandonaram a TV paga e retornaram à sintonia da TV aberta pura e simples, pois era gratuita.

No Brasil, a partir de 2018 todas as TVs abertas terão apenas transmissões digitais, o que vai melhorar sensivelmente a qualidade de recepção em todo território, e isso pode vir a ocorrer por aqui também.

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