Foi a maior passeata de trabalhadores e trabalhadoras que as ruas do centro velho de São Paulo já presenciaram em toda sua história, nesta terça-feira (20) contra um conjunto de reformas maléficas que o governo federal quer enfiar goela abaixo da classe trabalhadora, construídas sem a participação da sociedade e com um o único objetivo de retirar direitos adquiridos anteriormente e atender exclusivamente aos interesses da classe empresarial.

A concentração do "Esquenta Greve Geral" - uma prévia da Greve Geral marcada para o fim deste mês - começou por volta das 10h na Praça do Patriarca onde cerca de 500 trabalhadores estavam reunidos esperando começar a caminhada que acabaria na Catedral da Sé. Logo em seguida trabalhadores de várias centrais sindicais seguiram pelas ruas - São Bento, XV de Novembro, Boa Vista e Rua Direita - do centro velho da capital gritando palavras de ordem contra as reformas Previdenciária e Trabalhista e distribuindo panfletos para as pessoas que transitavam no local. Na chegada a Praça da Sé, centenas de trabalhadores e transeuntes se reuniram para ouvir os representantes das centrais sindicais que fizeram críticas as reformas e ao governo de Michel Temer. Os sindicalistas aproveitaram a oportunidade para convocar os trabalhadores para uma greve geral no próximo dia 30 de junho.

 

As reformas da Previdência e Trabalhista

Se aprovada, a PEC 287/2016 da Previdência fará com que as pessoas comecem a trabalhar aos 16 anos e contribuam ao INSS pelos 49 anos seguintes, sem nenhuma interrupção, para poderem receber a aposentadoria na integralidade aos 65 anos de idade. A PEC propõe também igualar a idade para aposentadoria para homens e mulheres, trabalhadores do campo e da cidade, em 65 anos.

A proposta de Reforma Trabalhista (PL 6787/2016), cujo cerne é a prevalência do negociado sobre o legislado, parecendo ignorar que a CLT não impede que ocorram negociações para além do que a lei estabelece desde que sejam para mais. Nesse sentido, o negociado prevalecer sobre o legislado significará a possibilidade de contratações em patamares inferiores aos estabelecidos pela legislação, com a redução de direitos.

 

Presidente do SINCAB

Canindé Pegado, presidente do SINCAB, comentou a mobilização e se disse surpreso pela quantidade de dirigentes sindicais, ativistas e trabalhadores que compareceram, tendo em vista o pouco espaço de tempo que foi usado para a organização do evento.

Ouça na integra: 

 

 

 

Go to top