Enquanto o governo corre desesperadamente para aprovar a reforma trabalhista no Senado Federal, que não produzirá nenhum efeito imediato na economia a não ser retirar direitos dos trabalhadores e acabar com o mercado de trabalho brasileiro, os números do desemprego batem recorde. Temos mais de 14 milhões desempregados no Brasil, e só o Estado de São Paulo fechou o mês de maio com 2,12 milhões na região metropolitana. Isso sem falar que o rendimento médio dos trabalhadores despencou.

Ao contrário do que se prega, não vai ser com a reforma trabalhista que vamos resolver o problema do desemprego no Brasil. Trata-se de uma reforma capenga que tem o objetivo de gerar mais lucro para o empresariado, em detrimento do suor do trabalhador que pagará com a perda de seus direitos. Mas, o governo insiste com a reforma, pois ela avalizará a sobrevivência de um presidente moribundo que já não encontra sustentação no Congresso Nacional e encontra na sociedade uma rejeição nunca vista nesta república.

"Vivemos uma recessão sem precedentes e uma crise política jamais imaginada em toda nossa história, que retira a credibilidade e afasta os investimentos no país. É preciso uma dose de medidas enérgicas, prendendo os corruptos e banindo da vida pública os parlamentares que assaltam os cofres da nação. A partir daí temos que trabalhar por iniciativas que tenham impacto na produção e consumo para fazer o gigante voltar a crescer e gerar capacidade de novos empregos.", diz Canindé Pegado, presidente do SINCAB".

O número de desempregados na região metropolitana de São Paulo chegou a 2,12 milhões no mês de maio, de acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego, divulgada nesta quarta-feira (28) pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. O número representa uma alta de 7,2% na comparação com maio de 2016, ou seja, de 142 mil pessoas.

Em relação ao mês de abril, houve pequena elevação no percentual de pessoas em situação de desemprego , que passou de 18,6% em abril para 18,8%. O município de São Paulo teve uma leve redução entre abril e maio, passando de 18,6% para 18,3%. Na sub-região leste, que incluí as cidades de Guarulhos e Mogi das Cruzes, houve um crescimento de 19,9% para 21,8%, no mesmo período.

 

Construção civil

Cerca de 17 mil postos de trabalho foram fechados entre abril e maio na construção civil, registrando uma queda de -2,8% no nível de atividade. No setor de serviços os cortes registraram 39 mil vagas, uma retração de 0,7%.

Em nível nacional, a construção civil também registrou queda nos empregos. Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria, a queda em maio passado teve ritmo menor em comparação com o mesmo período de 2016. Em uma escala que vai de zero a 100 pontos, o número de empregados ficou em 42,7 pontos. Na comparação com maio, a taxa ficou em 38,1 pontos.

Ao mesmo tempo, o nível de atividade da indústria da construção ficou em 44,1 pontos. Em maio de 2016, o indicador estava em 40,1 pontos. Quando estão abaixo dos 50 pontos, os indicadores de emprego e de atividade apontam queda no setor. Quando estão acima da linha divisória estabelecida pela CNI, indicam uma cenário mais positivo para os próximos meses.

Apesar disso, as quedas foram compensadas pela geração de 38 mil empregos na indústria de transformação, uma elevação de 2,9%. O comércio e reparação de veículos automotores teve 11 mil vagas, um crescimento de 0,7%.

 

Rendimento

Além dos índices de desemprego, também foi avaliado o rendimento médio dos trabalhadores. O levantamento indica que houve queda de 2,7% em abril deste ano em comparação com o mesmo mês de 2016, ficando em R$ 2.002. A indústria de transformação teve a maior queda na média das remunerações (-7,5%), que ficou em R$ 2.028.

 

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