"Parece que o destino da reforma da previdência ficará mesmo para 2019. O propinoduto afastou qualquer possibilidade do Congresso Nacional votar ainda esse ano uma reforma que tem como objetivo acabar com a aposentadoria do trabalhador. Dificilmente o presidente Michel Temer, enrolado e denunciado por receber propinas da JBS, conseguirá convencer os parlamentares a aprovarem uma reforma tida como maléfica para a população. A verdade é que não existe clima entre os parlamentares no momento para querer votar uma reforma que retira direitos dos trabalhadores. Antes de querer as reformas o presidente precisa salvar o próprio pescoço que já se encontra na forca", diz Canindé Pegado, presidente do SINCAB.

As chances de aprovação da reforma da Previdência diminuíram após o presidente Michel Temer ter sido denunciado por receber propina da JBS, afirma a agência de classificação de risco Moody's.

Em nota, a Moody's diz ser improvável que o governo consiga avançar com a reforma antes do Congresso votar a denúncia criminal feita pelo procurador-geral, Rodrigo Janot. Com isso, caem as chances de o projeto ser votado este ano, o que empurra o calendário para 2018.

O problema é que, com a proximidade cada vez maior das eleições, "uma reforma que reduz benefícios sociais e eleva a idade mínima para a aposentadoria se torna cada vez mais intragável", diz a agência de rating.

A Moody's nota que Temer tem amplo apoio na Câmara dos Deputados e acredita que ele deva sobreviver às denúncias. Por outro lado, a formalização das acusações "cria tensões políticas adicionais e reduz a capacidade do governo de receber apoio suficiente do Congresso para aprovar uma reforma ampla da Previdência, pesando sobre as perspectivas fiscais e econômicas do Brasil".

 

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