O desemprego não deu trégua e o número de desempregados chegou a 2 milhões na Região Metropolitana de São Paulo em junho, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Estamos atravessando um momento muito difícil da economia brasileira. O desemprego continua em alta e a renda do trabalhador está desabando cada vez mais.

"Somos 14 milhões de desempregados no país com a renda em queda, além de um cenário de recessão e inflação insustentável, que vem impedindo o crescimento econômico brasileiro. Por outro lado, vivemos uma crise política jamais imaginada em toda nossa história, que retira a credibilidade e afasta os investimentos no país. A população está consciente de suas obrigações, mas é preciso que o governo faça a sua parte na lição de casa, cortando na carne e sem aumento de impostos que impactam diretamente na vida da população, como foi o caso recente dos combustíveis. Não se pode transferir a conta da incompetência para o povo pagar", diz Canindé Pegado, presidente do SINCAB.

Pesquisa da Fundação Seade e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgada nesta quarta-feira (26) apontou que o número de desempregados na Região Metropolitana de São Paulo chegou a 2,07 milhões no mês de junho.

O resultado apresenta queda no índice de desempregados em São Paulo que passou de 18,8% em maio para 18,6% em junho, período de análise do Dieese . Isso representa queda de 42 mil na comparação mensal.

Em contrapartida, o Dieese apurou que houve 0,6% de redução no nível de ocupação na região, o que resultou na eliminação de 59 mil postos de trabalho . Foi identificado ainda que na parcela da população economicamente ativa também houve queda, uma vez que 101 mil pessoas deixaram o mercado de trabalho no período analisado pela Fundação.

 

Resultado por setores

A pesquisa identificou que entre os setores econômicos, houve queda de 1,3% na indústria de transformação paulista, que eliminou 18 mil postos de trabalho no mês de junho. No comércio e no segmento de reparação de veículos automotores e motocicletas houve fechamento de 56 mil postos de trabalho, o que representa queda de 3,4% nos postos de trabalho no setor.

O segmento de construção na Região Metropolitana de São Paulo teve queda de quatro mil postos de trabalho no mês de análise, o que representa retração de 0,7%. No ramo de serviços o Dieese identificou estabilidade, com alta de 0,4%, o que representa a criação de 19 mil postos de trabalho neste nicho no mês de junho.

Ainda segundo dados da pesquisa do o índice de desemprego aberto – que representa pessoas que estavam à procura de trabalho nos últimos 30 dias e não tiveram nenhuma ocupação nos últimos sete dias – , variou de 15,9% para 15,6%.

A taxa de desemprego oculto – desempregados que fizeram trabalhos eventuais, não remunerados para familiares, que tentaram mudar de emprego nos últimos 30 dias ou que não buscaram emprego em 30 dias – variou de 2,9% para 3%. Entre abril e maio deste ano, os rendimentos médios reais dos paulistanos ocupados tiveram alta de 2,5% e de assalariados 2,8%, passando a R$ 2.004 e R$ 2.091, respectivamente.

 

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