"São milhares de empresas pedindo socorro através da Recuperação Judicial ou a beira da Falência. O desemprego em massa, aliado ao consumo em queda e renda em baixa, acabaram asfixiando a economia e retirando o pouco oxigênio das empresas que já vinham cambaleando frente à crise. Mas felizmente existem boas perspectivas quanto à diminuição dos juros e a volta do consumo, que deverá impulsionar a retomada do crescimento a partir do segundo semestre de 2017", diz Canindé Pegado, presidente do SINCAB.

Os pedidos de recuperação judicial no Brasil tiveram uma queda de 26,3% em julho, na comparação com o mesmo período no ano passado. As informações foram obtidas no Indicador Serasa Experian de Falência e Recuperações , divulgado nesta quarta-feira (2).

De acordo com levantamento, foram solicitados 129 pedidos de recuperação judicial em julho deste ano. Embora o resultado frente ao ano anterior seja de queda, na comparação mensal, entre junho e julho, os pedidos cresceram 16,2%, sendo que as micro e pequenas empresas foram as que mais requisitaram recuperação, com 70 solicitações. Logo em seguida no ranking aparecem as médias e as grandes empresas, com saldos respectivos de 37 e 22 pedidos.

 

Acumulado do ano

No período acumulado entre os meses de janeiro e julho deste ano, foram feitos 814 pedidos de recuperações judiciais. O resultado representa uma baixa de 25,9% em relação ao mesmo intervalo de 2016, quando a soma chegou a 1.098 ocorrências contra 627 no ano de 2015.

As micro e pequenas empresas também lideraram o número no acumulado do ano, com 473 pedidos. As médias empresas solicitaram 216 e as grandes 125.

 

Falências

Segundo a Serasa Experian, os requerimentos de falência tiveram aumento de 16,3% no mês de julho em comparação com o mesmo mês de 2016, sendo 157 frente a 189. Por outro lado, na análise mensal, o resultado é de queda, com redução de 16,9%.

Em relação às falências, as MPEs efetuaram 94 requerimentos, as médias, 29, e as grandes, 34. No Brasil, entre os meses de janeiro e julho, foram requeridos 986 pedidos de falência, o valor é 6,8% abaixo do resultado dos 1.058 feitos no mesmo período no ano passado.

Já na comparação com o mesmo período acumulado em 2015, a variação é de alta de 1,54%. Vale ressaltar que, dos 986 requerimentos de falência concretizados, 511 foram demanda de micro e pequenas empresas. As médias e as grandes tiveram saldos respectivos de 219 e 256.

 

Análise

Para os economistas da Serasa Experian, o que tem contribuído para a queda dos pedidos de recuperação judicial e de falência são a redução da inflação e dos juros, a estabilização do dólar e a retoma – ainda tímida – do crescimento da economia.

 

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