Economia

Seria um absurdo uma cidade como São Paulo ter que amargar novamente uma crise de água como tivemos em 2014 e 2015. A falta de planejamento muitas vezes nos leva a uma situação de risco, como já sofremos recentemente na pior crise hídrica que o estado já enfrentou. Vazamentos e ligações clandestinas são problemas que já deveriam estar resolvidos, pois geram perdas para a Sabesp e afetam o faturamento e a capacidade de investimentos da empresa. Sem falar que a população sofre.

Se seguíssemos o que manda a constituição brasileira, o trabalhador deveria receber em janeiro, um salário mínimo equivalente a R$ 3.811,29 mensais, ou seja, 4,07 vezes o salário mínimo vigente, de 937 reais, segundo o Dieese. Esse é o valor estabelecido para as necessidades básicas do trabalhador e sua família, tendo em vista moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social.

Já não é nenhuma novidade que o dinheiro aplicado no FGTS, sequer acompanha a inflação e perde vertiginosamente para outros investimentos. Nos últimos 20 anos o FGTS perdeu feio para a inflação, contabilizando uma perda real de 13,72%, que só diminuiu o poder de compra do trabalhador. Isso só acontece porque o FGTS é corrigido pela TR + 3% ao ano. É uma aplicação de zero risco, mas com rendimento baixíssimo e de fazer chorar.

É no mínimo uma equação difícil de resolver! Num país que já tem 12% de sua força de trabalho desocupada - com mais de 12 milhões de desempregados - como pode querer que o cidadão trabalhe ininterruptamente durante toda sua vida para poder se aposentar aos 65 anos, conforme está querendo o governo federal através da reforma da Previdência. Para que isso fosse possível os jovens teriam que entrar no mercado de trabalho com 16 anos e trabalhar até os 65, sem nenhum intervalo de tempo, perfazendo um total de 49 anos de trabalho ininterrupto. Isso, por si só, já é uma missão impossível!

O processo de queda da inflação no Brasil tende a ser de forma gradativa. Trazê-la para 3% no longo prazo conforme anunciou o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, só será possível mediante a volta do crescimento da economia e depois de aprovadas às reformas propostas pelo governo. Além disso, o Brasil precisa estar menos vulnerável a choques externos que influenciam os preços internamente. Somente assim serão criadas as condições básicas para a queda da inflação.

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